terça-feira, 7 de julho de 2009

Quintana por Quintana

Dos nossos males
"A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais..."
***
Poeminha do contra
"Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!"
***
Simultaneidade
- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta.

Quintaneamente

15 anos
Quintana, o poeta das coisas simples
Leidiane Montfort Da Redação A Gazeta

Já nem penso mais em ti. Mas será que nunca deixo de lembrar que te esqueci? O poema do gaúcho de Alegrete, Mário Quintana fala da dificuldade de esquecer alguém especial. Nada mais oportuno para a data de hoje. Há exatos quinze anos morria o inesquecível poeta das coisas simples. No entanto sua obra permanece imortal e fecunda a cada dia, a ponto de aumentar a admiração e respeito pelo trabalho belo e único do escritor.

Lembrar a morte de Quintana pode ser teimosia, uma vez que o próprio autor desprezava a morte. Para ele morrer era uma espécie de libertação total. "A morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapatos". Com um estilo marcado pela ironia, pelo cuidado com a forma e estrutura física dos poemas e pela criatividade quase infantil Mário conquistou e ainda conquista admiradores por sua qualidade e talento únicos.

Filho de um farmacêutico e uma dona-de-casa, Mário Quintana aprendeu a ler com os pais aos sete anos, no lugar da cartilha ele foi alfabetizado lendo o jornal Correio do Povo. O escritor que além da ironia ficou conhecido pelo estilo perseguidor da profundidade e perfeição técnica, trabalhou como jornalista quase que a sua vida toda.

Foi ainda tradutor dos mais respeitados da literatura brasileira, foi o responsável por traduzir mais de 130 obras universais, entre elas clássicos como Em busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, Mrs. Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e Sangue, de Giovanni Papini.

Em 1940 ele lançou o seu primeiro livro de poesias com o título de A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Depois veio Canções (1946), Sapato Florido (1948), O Batalhão de Letras (1948), O Aprendiz de Feiticeiro (1950), Espelho Mágico (1951), Inéditos e Esparsos (1953), Antologia Poética (1966), Pé de Pilão (1968) - literatura infanto-juvenil, Caderno H (1973) e muitos outros, totalizando 36 obras em português fora as traduções feitas por ele e as traduções de suas obras no exterior.

Em 1966 foi publicada a sua Antologia poética, com 60 poemas inéditos, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus 60 anos, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira. No mesmo ano Quintana ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra.

Briga com a Academia- O poeta tentou por três vezes uma vaga na Academia Brasileira de Letras, mas em nenhuma das ocasiões foi escolhido. As razões eleitorais da instituição não lhe permitiram alcançar os vinte votos necessários para ter direito a uma cadeira. Quando então foi convidado a se candidatar pela quarta vez, com a promessa de unanimidade em torno de seu nome, o poeta recusou e explicou os motivos. "Só atrapalha a criatividade. O camarada lá vive sob pressões para dar voto, discurso para celebridades. É pena que a casa fundada por Machado de Assis esteja hoje tão politizada. Só dá ministro", criticou Quintana.

O poeta - Quando foi solicitado que falasse sobre si escreveu em uma carta o seguinte. "Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas. Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade.

Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei por que sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros?".

Homens que amam demais

Homens também sofrem por amar demais

Ao contrário do que se acredita, amar excessivamente o outro não é comportamento inerente ao universo feminino


Existe dose certa para amar? Aparentemente sim. Pelo menos uma proporção considerada saudável de afeto para se ter por outra pessoa. Historicamente, o fato de alguém amar excessivamente outra pessoa costuma ser vinculado quase que exclusivamente ao universo feminino. No entanto, os homens também sentem, sofrem e choram por amar demais . O amor não é uma característica de gênero, dizem os especialistas em comportamento. Eles, como qualquer pessoa, possuem a capacidade de se entregar ao amor e quando decidem fazê-lo estão propícios aos sofrimentos que esse sentimento tão arrebatador pode causar.

Apesar da forma de sentir o amor ser semelhante entre os gêneros o que diferencia é a forma de manifestá-lo perante o mundo. Eles disfarçam melhor do que as mulheres e costumam simular virilidade, rigidez e força por causa da educação que tiveram desde a infância. Enquanto as mulheres sofrem, a sociedade tolera e entende essa manifestação da tristeza como algo normal, já com os homens o que acontece é um desespero perante a rejeição social. Por isso, a maioria sofre em silêncio, porque foi treinada para sere prática e racional desde pequeno, enquanto as mulheres são educadas para projetar a felicidade no parceiro.

"O homem sofre muito, mas foi treinado a não demonstrar. A dor é muito grande. Em alguns casos é até maior que naquelas mulheres consideradas mais melosas. O homem vai à sarjeta e não tem apoio dos outros homens, ao contrário das mulheres. Eles escondem o sentimento e é comum desenvolverem gastrite e sofrerm mais infartos e acidente vascular cerebral, (AVC). Eles também precisam desse conforto, mas não têm. A traição, por exemplo, para homem é completamente destrutiva, o prejuízo emocional é muito maior que para uma mulher", explica a psicóloga e terapeuta sexual, Rosana Shneider.

O novo papel das mulheres na sociedade com maior independência financeira e psicológica fez com que os homens se sentissem inseguros. "Eles ligam segurança ao controle financeiro e muitas mulheres recebem mais que os companheiros. De outro lado, a diferença é que hoje eles se permitem mostrar mais os sentimentos. Antes se exigia deles uma postura sexual e rígida, hoje espera-se mais emoção e amor".

A reprise da novela "Mulheres Apaixonadas", inicialmente exibida em 2003 trouxe à tona discussões como o ciúme excessivo pode ser encarado como um indicador que algo vai mal. Na trama a personagem Heloísa, vivida pela atriz Giulia Gam projeta sua felicidade exclusivamente no marido e apresenta crises constantes e incontroláveis de ciúme. "As pessoas aprendem que a felicidade está projetada no outro e não está nisso. A felicidade está dentro de você. Essa é uma falha da nossa sociedade e que causa grandes problemas aos relacionamentos" .

Mada- com a novela, o grupo Mulheres que Amam Demais Anônimas (Mada) foi amplamente divulgado em todo o país. Baseado no livro Mulheres que Amam Demais, de 1985, da autora Robin Norwood, o Mada funciona como um apoio para aquelas mulheres que sofrem por amor. "A dependência emocional é um transtorno que se caracteriza pelo medo que sentimos da liberdade e tem como característica comportamentos submissos, falta de autoconfiança, indecisão, dificuldade de dar limites e também por um temor exagerado do abandono, da solidão; logo, medo da separação", afirma Norwood.

De acordo com a definição do site do grupo ,o Mada é "um programa de recuperação para mulheres que têm como objetivo primordial se recuperar da dependência de relacionamentos destrutivos, aprendendo a se relacionar de forma saudável consigo mesma e com os outros". O grupo Mada cresceu e, atualmente temos 40 reuniões semanais no Brasil distribuídas em 11 Estados (incluisve em Mato Grosso) e o Distrito Federal.
Ariano Suassuna: O escritor da esperança
Homem das letras e dos verbos, o paraibano Suassuna completa hoje 82 anos

Completa 82 anos de vida hoje o talentoso teatrólogo, romancista e escritor paraibano Ariano Suassuna, um dos mais fortes expoentes da literatura erudita e popular brasileira que junto com outros nomes de sociólogos, estudiosos de literatura e historiadores como Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Antônio Cândido nutre o desejo latente de "explicar o Brasil" por meio de suas obras. "Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa".

O esforço em gerar um sentido de brasilidade faz com que Suassuna finque sua pena no serviço de mostrar a árdua vida de grande parte dos nordestinos desse país. Em suas obras há sempre uma forte carga de crítica social à realidade dos mais pobres, que apesar de sua situação fragilizada são apresentados como fortes, criativos e otimistas.

Ariano Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, na Paraíba no ano de 1927. Com apenas três anos de idade perdeu o pai, que governava o Estado, vítima de assassinato no Rio de Janeiro às vésperas da Revolução de 30. Ainda em Taperoá, a família de Ariano soube da morte que ocorreu dentro da cadeia de eventos ligados à morte de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, e por essa razão sua família precisou fazer várias peregrinações para diferentes cidades, para escapar de represálias dos opositores ao seu pai.

Esse nomadismo forçado fez com que nele se enraizasse o sentimento de "Brasil nordestino". A infância passada no sertão familiarizou o dramaturgo com os temas com o seu "mundo mítico". Não apenas as estórias e casos narrados e cantados em prosa e verso foram aproveitados mas também as próprias formas da narrativa oral e da poesia sertaneja foram assimiladas. Assim criou o Movimento Armorial que visava criar um arte erudita a partir de elementos da cultura popular.

As obras de Ariano Suassuna já foram traduzidas para inglês, francês, espanhol, alemão, holandês, italiano e polonês. Desde 1990 ele ocupa a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é Manuel José de Araújo Porto Alegre, o barão de Santo Ângelo. Em 2002, Ariano Suassuna foi tema de enredo do Império Serrano, no carnaval carioca e em 2008 foi novamente escolhido para essa função, mas pela escola de samba Mancha Verde no carnaval paulista.

Em 2007, às vésperas de completar 80 anos, Suassuna declarou em uma das inúmeras entrevistas ao ser questinado sobre a morte. "Eu digo sempre que tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho. É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver".

Auto da Compadecida- De todas as obras do escritor a que lhe rendeu maior repercussão é sem dúvida, Auto da Compadecida, uma peça de de teatro em forma de auto, em três atos escrita e em 1955. Trata-se de uma comédia do Nordeste do Brasil que insere elementos da tradição da literatura de cordel, demonstra traços do catolicismo, une cultura popular e erudita com a tradição religiosa. O texto teatral que posteriormente foi adaptado para o cinema em uma produção de Guel Arraes aborda assuntos de natureza universal como a avareza e suas duras conseqüências, além do jeitinho brasileiro"para resolver os problemas.

A imagem do povo nordestino é forte na obra do autor, mas precisa ser vista com cautela e criticidade na visão do professor com doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e um dos fundadores dos cursos de mestrado em Estudos de Linguagem da UFMT e também do mestrado em Estudos de Cultura Contemporânea (Ecco) da mesma instituição, Mário Cezar Silva Leite.

"O personagem João Grilo, por exemplo, é uma figura típica da literatura de cordel, chamada Amarelinha, que sobrevive de malandragens. Embora existam pessoas que se encaixem nesse perfil, é importante dizer que pensar o povo nordestino sob este aspecto é generalizar demasiadamente. Este é um recorte estereotipado que busca o apelo popular por meio do humor. Mas nem por isso tira o mérito do escritor".

O professor aponta que os textos de Ariano são, na maioria das vezes, resultados de fórmulas e modelos prédefinidos que se mostraram sucesso anteriormente. O estudioso ressalta a relevância de Ariano para a literatura brasileira, principalmente em relação à dramaturgia. "Suassuna é um escritor de grande importância, de forte qualidade erudita e popular que tem um repertório comum com o mundo da literatura de cordel (dicotomia Deus x Diabo) em conjunto com diálogos com releitura de clássicos universais. Ariano escreve de uma forma que poucos conseguem, além de ter uma postura ideológica bem definida no viés da cultura popular. Isso tudo faz dele um teatrólogo diferenciado dos demais".

Ariano Suassuna precisa ser redescoberto nos livros, defende o professor. "Ele é muito conhecido pelas adaptações de suas obras, nem tanto pela leitura. Claro que as adaptações são muito boas porque divulgam a produção da literatura de boa qualidade e o autor, mas as discussões sobre os textos do escritor ainda são poucas e seria interessante que se multiplicassem nas escolas e universidades".

Matéria A Gazeta Nara

Bossa Nova

20 anos sem Nara Leão

Dona de uma voz suave e discreta, nadou contra maré, comprou briga com militares e se engajou na luta por justiça social

A voz feminina da bossa nova cessava seu canto a exatos vinte anos. Foi no dia 07 de junho de 1989 que morria aos 47 anos a talentosa Nara Leão. Sua morte criou um espectro em que se iniciaram movimentos para entender a relevância artística e política de uma intérprete tão popular de opiniões fortes e polêmicas que constatavam com a aparência frágil e romântica.
"Os militares podem entender de canhão e metralhadora, mas não pescam nada de política". Foi com essa frase dita no conturbado show Opinião que Nara Leão alcançou o sucesso e a popularidade no mundo da música. Ela foi, talvez, a primeira cantora a incorporar ao seu canto, um repertório de convocação política à resistência democrática recém iniciada no Brasil, alguns meses depois do golpe.
Nara estreou profissionalmente no musical de Vinícius de Morais e Carlos Lyra, intitulado Pobre Menina Rica. Mas em 1964 Nara surpreendeu o mundo artístico brasileiro com seu primeiro disco, em que resgatou o samba de morro e ainda lançou e relançou sambistas de raiz, como os incríveis Cartola, Nelson Cavaquinho, a velha guarda da Portela, entre outros. Ao contrário do que sua figura romântica poderia passar, ela não exaltava o amor, flores ou sorrisos. As canções presentes no disco eram engajadas com temáticas da realidade brasileira daquele período. "Cada disco dela era uma surpresa para todo mundo", opina o pesquisador da vida da cantora, Sérgio Cabral, que escreveu uma biografia sobre ela.
"Este disco nasceu de uma descoberta importante para mim: a de que a canção popular pode dar às pessoas algo mais que a distração e o deleite. A canção popular pode ajudá-las a compreender melhor o mundo onde vivem e a se identificarem num nível mais alto de compreensão", afirmou a cantora.
Todos esses esforços fizeram de Nara Leão a primeira cantora branca da chamada zona sul do Rio de Janeiro a valorizar e resgatar sambistas esquecidos. Por isso quando gravou o primeiro disco, o pessoal da bossa nova a acusou de trair o movimento que havia se fortalecido nas reuniões feitas no apartamento da casa dela. Nara não se contentava apenas com a Bossa, queria ir adiante, cantar músicas de várias origens, sem o repeteco da bossa nova, mas usando elementos dela.
A bossa era uma música com características muito específicas da zona sul do Rio, mas a música de Nara trazia o Nordeste, o samba do subúrbio carioca, outros ares. Assim acabaram sendo depois Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil.Nascia ali, com Nara e a sigla MPB, a era da canção de protesto.
Bela e forte- Nara carregou por anos o rótulo de musa da bossa nova. O biógrafo Cabral acredita que num primeiro momento a cantora não passasse de um mascote do movimento. Foi quando, ainda adolescente, passou a reunir em seu apartamento a nata daquela geração, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Sérgio Mendes e Ronaldo Bôscoli, entre outros, em torno de longas noites de voz, violão e bossa. "No começo o pessoal não acreditava muito nela, e ela própria tinha dúvidas sobre isso", aponta o escritor.
Seis anos após a explosão da bossa nova, Nara rompeu com o movimento, chegando a inclusive se posicionar contra ele. Em 1966, interpretou a canção A Banda, de Chico Buarque no Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), que ganhou o festival e público brasileiro. Nara também aderiu ao movimento tropicalista, tendo participado do disco-manifesto do movimento - Tropicália ou Panis et Circensis, lançado em 1968.
"O fato de apoiar todos os movimentos, desde que fossem bons, fez com que eu reunisse o maior repertório do Brasil. As pessoas podem ter discutido se eu canto ou não canto, se gostam ou não gostam, mas têm que admitir que a minha falta de preconceito em relação aos movimentos fez com que eu gravasse coisas antigas, novas e de vanguarda", disse Nara certa vez.
A dona de voz suave e discreta mas que fez mais barulho do que todos os outros integrantes da bossa nova, ao se aproximar do samba, nadou contra a maré e se engajou na luta por justiça social, tendo como principal arma, a música. Depois do golpe militar, Nara troca farpas com os militares, chegando quase a ser enquadrada na lei de segurança Nacional. Porque quando o assunto era oposição, não se tratava de eufemismos. Um dos ápices da biografia de Nara Leão veio quando em uma entrevista ela defendeu a saída dos militares do poder e para colocar mais pólvora na fogueira pediu a extinção das Forças Armadas no Brasil. T
Tamanhos feitos renderam uma séria ameaça de prisão à cantora. Ela foi perseguida a ponto de fazer com que dezenas de intelectuais brasileiros fossem em procissão para sua casa, lhe prestar apoio. O poeta Carlos Drummond de Andrade foi ainda mais longe. Ele escreveu uma carta em forma de poema endereçado ao presidente, o Marechal Castelo Branco. (ver box)
Nara Leão morreu na manhã de 7 de junho de 1989 vítima de um tumor inoperável aos 47 anos de idade. Seu último disco foi My foolish heart em que interpretava versões de clássicos americanos. O poeta Ferreira Gullar escreveu: "Sua voz quando ela canta, me lembra um pássaro mas não um pássaro cantando: lembra um pássaro voando".

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Boas Vindas

Cansei de adiar o momento de criar o blog.
Criei vergonha na cara e se tudo der certo passarei a pelo menos postar algo com alguma frequência.

Mas já aviso que tenho um gosto duvidoso.